PME têm dificuldade em executar fundos europeus

Comentário Ld: É um facto. Apesar da utilização de uma plataforma online, eliminando custos de deslocações e burocracias, a complexidade de uma candidatura a Fundos Europeus e, sobretudo, do acompanhamento de um projecto aprovado, exigem uma equipa experiente e profissional.

É necessário elaborar uma análise SWOT, definir opções e objectivos estratégicos e traduzi-los depois num plano de marketing e em projecções financeiras a vários anos.

Depois de aprovada e em execução, a carga administrativa e burocrática exigida pelas autoridades públicas é também uma dor de cabeça para muitos empresários.

Peça ajuda, vale a pena!


 

Pequenas e médias empresas portuguesas são das que têm mais dificuldade em aplicar fundos comunitários na União Europeia. Portugal ocupa o 7º lugar numa lista de 16 países.

 

As pequenas e médias empresas (PME) nacionais são “pouco eficientes” na aplicação dos fundos estruturais da União Europeia (UE) que apoiam o seu desenvolvimento e competitividade, segundo um estudo da Coimbra Business School.

O estudo conclui que, no universo estudado de 31 regiões de 16 países da UE, se verifica que “são as empresas das regiões mais desenvolvidas que mais cedo, e de forma mais eficiente, aplicam as verbas europeias, invertendo o objetivo das políticas de coesão – a convergência das regiões mais pobres para o nível de riqueza das regiões mais desenvolvidas”. Acrescenta que “os resultados mostram com clareza que os países mais ricos são os que aplicam de forma mais eficiente as verbas europeias”.

Pedro Costa, presidente da Coimbra Business School e um dos autores do estudo, afirma, citado no comunicado, que “as empresas portuguesas têm um problema claro de execução dos projetos financiados pelos fundos estruturais”.

“Portugal, à semelhança de outros países europeus, precisa de melhorar em dois planos:

  • ao nível das empresas, que não são expeditas nos processos de candidatura, nem ágeis na execução de investimentos financiados a 50%, a 70% ou a 85% a fundo perdido;
  • por outro lado, a carga burocrática e os encargos administrativos impostos pelas autoridades gestoras emperram, em vez de estimular, o investimento”

, defende.

Segundo o responsável, é por estas razões que Portugal tem sempre baixas taxas de execução em todos os quadros de verbas europeias, desde os “velhinhos” Quadros Comunitários de Apoio, passando pelo QREN, até ao Portugal 2020 (em curso).

“Já este ano, em fevereiro, o Governo assumiu que, no último ano do Portugal 2020 – que compreende o período 2014-2020 – ainda só tinham sido executadas 45% das verbas disponibilizadas pela União Europeia”, afirma Pedro Costa.

 

Fonte: Eco.pt, editado por Pedro Duarte

 

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